Compliance corporativo: como a conformidade reduz riscos e custos nas empresas
O compliance corporativo deixou de ser um tema restrito ao jurídico ou à auditoria interna. Hoje, trata-se de uma decisão estratégica com impacto direto na estrutura de custos, na sustentabilidade financeira e na continuidade do negócio.
Empresas que ainda enxergam compliance como centro de despesa ignoram uma evidência crescente: a ausência de controles adequados custa muito mais caro do que o investimento em prevenção.
Neste artigo, você entenderá:
- O que é compliance e porque ele reduz custos;
- Como a conformidade legal e a gestão de terceiros impactam o risco financeiro;
- Dados concretos sobre redução de penalidades e prejuízos;
- O papel do programa de integridade;
- Como a tecnologia transforma a rotina de compliance;
- E porque a Greenlegis é uma solução estratégica nesse cenário.
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O que é compliance corporativo e por que ele é uma decisão econômica
Compliance corporativo é o conjunto de práticas, processos e controles adotados por uma empresa para garantir conformidade com leis, normas regulatórias, políticas internas e princípios éticos.
No Brasil, o tema ganhou força após a Lei Anticorrupção, que estabeleceu a responsabilização objetiva das empresas por atos contra a administração pública.
A discussão evoluiu e hoje o compliance é tratado sob a ótica da análise econômica do direito: o custo de prevenir é inferior ao custo de remediar!
Quando a empresa falha em:
- Monitorar requisitos legais;
- Avaliar fornecedores e terceiros;
- Controlar riscos regulatórios;
- Estruturar um programa de integridade.
Ela se expõe a:
- Multas administrativas;
- Processos judiciais;
- Perda de contratos;
- Danos reputacionais;
- Interrupções operacionais.
Ou seja: risco jurídico se transforma rapidamente em risco financeiro.
Como o compliance reduz custos na prática
A redução de custos promovida pelo compliance ocorre em diferentes camadas.
Redução de multas e penalidades
Relatório recente da Controladoria-Geral da União demonstram que a existência de um programa de integridade efetivo influencia diretamente a dosimetria das sanções administrativas.
Empresas que comprovam mecanismos robustos de prevenção e detecção podem obter reduções significativas no valor das multas aplicadas com base na Lei Anticorrupção.
A ausência de uma estrutura de compliance costuma resultar em:
- Multas ambientais;
- Autos de infração trabalhistas;
- Penalidades regulatórias;
- Indenizações e outros custos.
Proteção da reputação e manutenção de contratos
Como é visto com frequência na mídia e em pesquisas, empresas envolvidas em escândalos de corrupção ou irregularidades geralmente lidam com:
- Queda no valor de mercado;
- Perda de investidores;
- Rescisão de contratos;
- Restrição de crédito;
- Impossibilidade de fechar contratos com organizações públicas e privadas.
Conformidade legal e gestão de terceiros: o elo crítico na redução de custos
Grande parte dos riscos (como autuações e escândalos corporativos) estão na cadeia de fornecedores.
A ausência de uma estrutura de gestão de terceiros ou processos desestruturados geram:
- Responsabilidade solidária trabalhista;
- Infrações ambientais;
- Envolvimento em práticas ilícitas;
- Riscos de corrupção indireta.
O compliance de terceiros evita esses riscos, o que reduz drasticamente custos com passivos inesperados, e ainda permite:
- Avaliar riscos antes da contratação;
- Monitorar documentação obrigatória;
- Exigir regularidade fiscal, trabalhista e ambiental;
- Controlar certificados e licenças;
- Registrar evidências para auditorias.
Dados concretos: programas de integridade e o compliance como investimento
Estratégias como os programas de integridade indicam que empresas com estruturas maduras de compliance possuem vantagens significativas.
Veja os principais exemplos!
Atenuação das sanções
A Lei Anticorrupção (Lei 12.846/2013) e o Decreto 11.129/2022 estabelecem que a existência e efetividade do programa de integridade é fator atenuante na aplicação de sanções.
Diminuição de custos jurídicos
Uma pesquisa recente da CGU revelou que quando a pessoa jurídica consegue demonstrar que possuía um programa de integridade minimamente implementado, o impacto de redução na multa aplicada foi, em média, 39%.
Programa de integridade: o que é, qual a importância e quando é obrigatório
O programa de integridade é o conjunto estruturado de mecanismos internos voltados à prevenção, detecção e remediação de irregularidades.
No Brasil, o programa de integridade é regulamentado principalmente:
- pela Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013): estabelece que a existência de mecanismos e procedimentos internos de integridade deve ser considerada na aplicação de sanções administrativas, podendo inclusive reduzir penalidades.
- pelo Decreto 11.129/2022: define formalmente o que é um programa de integridade e como ele será analisado pelas autoridades, especialmente pela Controladoria-Geral da União, que avalia sua efetividade em processos administrativos.
Um programa de integridade inclui:
- Código de ética;
- Canal de denúncias;
- Treinamentos periódicos;
- Auditorias internas;
- Due diligence de terceiros;
- Monitoramento contínuo.
Em determinados contextos, o programa de integridade é obrigatório:
- Empresas que contratam com o poder público (dependendo da legislação estadual ou municipal);
- Empresas que firmam acordos de leniência;
- Organizações que desejam participar de grandes licitações.
Mesmo quando não obrigatório, ele é critério competitivo importante e pode significar o destaque em uma competição comercial.
Tecnologia como aliada na redução de custos em compliance
O maior desafio do compliance moderno não é entender a lei, mas operacionalizar o controle. Planilhas descentralizadas, controles manuais e e-mails dispersos aumentam:
- Risco de erro;
- Falta de rastreabilidade;
- Perda de prazos;
- Dificuldade em auditorias.
Nesse cenário, a tecnologia entra como aliada e permite:
- Centralização de requisitos legais;
- Atualização normativa automática;
- Gestão estruturada de fornecedores;
- Monitoramento de riscos;
- Registro de evidências auditáveis;
- Indicadores estratégicos de compliance.
Isso reduz custo operacional, tempo gasto com retrabalho e exposição a riscos.
Greenlegis: tecnologia estratégica para compliance interno e de terceiros
Para que compliance gere redução real de custos, ele precisa ser estruturado, monitorado e documentado.
A Greenlegis oferece uma plataforma unificada especializada em:
- Gestão de conformidade legal;
- Monitoramento contínuo de obrigações;
- Estruturação de programas de integridade;
- Gestão de fornecedores e trabalhadores;
- Organização de evidências para auditorias;
- Controle de riscos regulatórios.
Ao integrar compliance interno e gestão de terceiros em um único ambiente rastreável, a empresa reduz:
- Exposição a multas;
- Custos com passivos;
- Tempo de resposta a fiscalizações;
- Vulnerabilidades na cadeia de fornecimento.
Mais do que atender exigências legais, a Greenlegis ajuda a transformar compliance em vantagem competitiva!
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Redação: Ricardo Cardoso - Consultor Jurídico
OAB/MG 97.764