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Profissional digitando em um notebook sobre uma mesa de madeira, com ícones transparentes de checklists sobrepostos à imagem e um símbolo de confirmação destacado, representando controle de processos, auditoria e conformidade. Ao lado do computador, há um pequeno vaso com planta, sugerindo ambiente de trabalho organizado.
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Compliance corporativo: como a conformidade reduz riscos e custos nas empresas

Ricardo Cardoso
Ricardo Cardoso
Compliance corporativo: como a conformidade reduz riscos e custos nas empresas
7:32

O compliance corporativo deixou de ser um tema restrito ao jurídico ou à auditoria interna. Hoje, trata-se de uma decisão estratégica com impacto direto na estrutura de custos, na sustentabilidade financeira e na continuidade do negócio.

Empresas que ainda enxergam compliance como centro de despesa ignoram uma evidência crescente: a ausência de controles adequados custa muito mais caro do que o investimento em prevenção.

Neste artigo, você entenderá:

  • O que é compliance e porque ele reduz custos;
  • Como a conformidade legal e a gestão de terceiros impactam o risco financeiro;
  • Dados concretos sobre redução de penalidades e prejuízos;
  • O papel do programa de integridade;
  • Como a tecnologia transforma a rotina de compliance;
  • E porque a Greenlegis é uma solução estratégica nesse cenário.

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O que é compliance corporativo e por que ele é uma decisão econômica

Compliance corporativo é o conjunto de práticas, processos e controles adotados por uma empresa para garantir conformidade com leis, normas regulatórias, políticas internas e princípios éticos.

No Brasil, o tema ganhou força após a Lei Anticorrupção, que estabeleceu a responsabilização objetiva das empresas por atos contra a administração pública.

A discussão evoluiu e hoje o compliance é tratado sob a ótica da análise econômica do direito: o custo de prevenir é inferior ao custo de remediar!

Quando a empresa falha em:

  • Monitorar requisitos legais;
  • Avaliar fornecedores e terceiros;
  • Controlar riscos regulatórios;
  • Estruturar um programa de integridade.

Ela se expõe a:

  • Multas administrativas;
  • Processos judiciais;
  • Perda de contratos;
  • Danos reputacionais;
  • Interrupções operacionais.

Ou seja: risco jurídico se transforma rapidamente em risco financeiro.

Como o compliance reduz custos na prática

A redução de custos promovida pelo compliance ocorre em diferentes camadas.

Redução de multas e penalidades

Relatório recente da Controladoria-Geral da União demonstram que a existência de um programa de integridade efetivo influencia diretamente a dosimetria das sanções administrativas.

Empresas que comprovam mecanismos robustos de prevenção e detecção podem obter reduções significativas no valor das multas aplicadas com base na Lei Anticorrupção.

A ausência de uma estrutura de compliance costuma resultar em:

  • Multas ambientais;
  • Autos de infração trabalhistas;
  • Penalidades regulatórias;
  • Indenizações e outros custos.

Proteção da reputação e manutenção de contratos

Como é visto com frequência na mídia e em pesquisas, empresas envolvidas em escândalos de corrupção ou irregularidades geralmente lidam com:

  • Queda no valor de mercado;
  • Perda de investidores;
  • Rescisão de contratos;
  • Restrição de crédito;
  • Impossibilidade de fechar contratos com organizações públicas e privadas.

Conformidade legal e gestão de terceiros: o elo crítico na redução de custos

Grande parte dos riscos (como autuações e escândalos corporativos) estão na cadeia de fornecedores.

A ausência de uma estrutura de gestão de terceiros ou processos desestruturados geram:

  • Responsabilidade solidária trabalhista;
  • Infrações ambientais;
  • Envolvimento em práticas ilícitas;
  • Riscos de corrupção indireta.

O compliance de terceiros evita esses riscos, o que reduz drasticamente custos com passivos inesperados, e ainda permite:

  • Avaliar riscos antes da contratação;
  • Monitorar documentação obrigatória;
  • Exigir regularidade fiscal, trabalhista e ambiental;
  • Controlar certificados e licenças;
  • Registrar evidências para auditorias.

Dados concretos: programas de integridade e o compliance como investimento

Estratégias como os programas de integridade indicam que empresas com estruturas maduras de compliance possuem vantagens significativas.

Veja os principais exemplos!

Atenuação das sanções

A Lei Anticorrupção (Lei 12.846/2013) e o Decreto 11.129/2022 estabelecem que a existência e efetividade do programa de integridade é fator atenuante na aplicação de sanções.

Diminuição de custos jurídicos

Uma pesquisa recente da CGU revelou que quando a pessoa jurídica consegue demonstrar que possuía um programa de integridade minimamente implementado, o impacto de redução na multa aplicada foi, em média, 39%.

Programa de integridade: o que é, qual a importância e quando é obrigatório

O programa de integridade é o conjunto estruturado de mecanismos internos voltados à prevenção, detecção e remediação de irregularidades.

No Brasil, o programa de integridade é regulamentado principalmente:

  • pela Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013): estabelece que a existência de mecanismos e procedimentos internos de integridade deve ser considerada na aplicação de sanções administrativas, podendo inclusive reduzir penalidades.
  • pelo Decreto 11.129/2022: define formalmente o que é um programa de integridade e como ele será analisado pelas autoridades, especialmente pela Controladoria-Geral da União, que avalia sua efetividade em processos administrativos.

Um programa de integridade inclui:

  • Código de ética;
  • Canal de denúncias;
  • Treinamentos periódicos;
  • Auditorias internas;
  • Due diligence de terceiros;
  • Monitoramento contínuo.

Em determinados contextos, o programa de integridade é obrigatório:

  • Empresas que contratam com o poder público (dependendo da legislação estadual ou municipal);
  • Empresas que firmam acordos de leniência;
  • Organizações que desejam participar de grandes licitações.

Mesmo quando não obrigatório, ele é critério competitivo importante e pode significar o destaque em uma competição comercial.

Tecnologia como aliada na redução de custos em compliance

O maior desafio do compliance moderno não é entender a lei, mas operacionalizar o controle. Planilhas descentralizadas, controles manuais e e-mails dispersos aumentam:

  • Risco de erro;
  • Falta de rastreabilidade;
  • Perda de prazos;
  • Dificuldade em auditorias.

Nesse cenário, a tecnologia entra como aliada e permite:

  • Centralização de requisitos legais;
  • Atualização normativa automática;
  • Gestão estruturada de fornecedores;
  • Monitoramento de riscos;
  • Registro de evidências auditáveis;
  • Indicadores estratégicos de compliance.

Isso reduz custo operacional, tempo gasto com retrabalho e exposição a riscos.

Greenlegis: tecnologia estratégica para compliance interno e de terceiros

Para que compliance gere redução real de custos, ele precisa ser estruturado, monitorado e documentado.

A Greenlegis oferece uma plataforma unificada especializada em:

  • Gestão de conformidade legal;
  • Monitoramento contínuo de obrigações;
  • Estruturação de programas de integridade;
  • Gestão de fornecedores e trabalhadores;
  • Organização de evidências para auditorias;
  • Controle de riscos regulatórios.

Ao integrar compliance interno e gestão de terceiros em um único ambiente rastreável, a empresa reduz:

  • Exposição a multas;
  • Custos com passivos;
  • Tempo de resposta a fiscalizações;
  • Vulnerabilidades na cadeia de fornecimento.

Mais do que atender exigências legais, a Greenlegis ajuda a transformar compliance em vantagem competitiva!

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Redação: Ricardo Cardoso - Consultor Jurídico 
OAB/MG 97.764

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