A maior parte dos impactos ambientais, sociais e de governança de uma empresa não está dentro dos seus muros, mas na sua cadeia de suprimentos. É por isso que não existe ESG consistente sem gestão estruturada da cadeia de fornecedores.
Até 85% dos impactos ambientais, sociais e relacionados à governança (ESG) ocorrem na cadeia de suprimentos, incluindo mais de 90% das emissões associadas ao fornecimento de produtos e serviços de uma empresa.
Isso significa que, se o impacto está nos fornecedores, é por lá que a governança precisa começar.
Confira a seguir um artigo sobre:
Durante anos, muitas empresas concentraram esforços ESG apenas nas suas operações diretas. Hoje, isso é insuficiente, pois já é sabido que grande parte dos riscos ambientais, sociais e de governança estão na cadeia de produção.
É por isso que, para fechamento de contratos comerciais e parcerias, as corporações estão:
De forma resumida: os fornecedores da sua empresa impactam diretamente nos seus indicadores socioambientais e de governança e por isso contabilizam pontos (negativos e positivos) nos processos de homologação!
A lógica é simples: não gerenciar fornecedores é assumir riscos ESG invisíveis e potencialmente críticos.
Outra grande tendência do mercado ESG para a gestão de fornecedores é a obrigatoriedade prática de rastreamento e transparência.
Isso significa não apenas mapear toda a cadeia de fornecimento e identificar riscos socioambientais e de governança associados a ela, mas também dar visibilidade a forma como a sua empresa lida com esses assuntos.
A transparência é um fator fundamental para conferir mais segurança ao fechamento de acordos comerciais, pois revela a maturidade das empresas e capacidade de materializar os compromissos defendidos!
O Escopo 3 (conceito estabelecido pelo GHG Protocol) envolve emissões indiretas da cadeia de valor, como transporte, matérias-primas e serviços terceirizados.
Investidores e reguladores já tratam essa medição como padrão mínimo para estabelecimento de contratos e acordos. O motivo é simples:
De acordo com o World Resources Institute (WRI), o Escopo 3 pode representar mais de 70% das emissões totais de empresas inseridas em cadeias globais, especialmente nos setores industrial, agroindustrial, logístico, químico, energético e de bens de consumo.
Isso significa que uma indústria que não mede emissões de fornecedores pode ter seu inventário de carbono incompleto, comprometendo metas climáticas e acesso a financiamentos sustentáveis.
Leia mais sobre o Escopo 3 e a cadeia de fornecedores!
No Brasil, as movimentações para a criação de um mercado de carbono estão a todo vapor com a sanção da Lei nº 15.042, que regulamenta o mercado de créditos de carbono.
Os fornecedores não estão expressamente incluídos nas determinações da Lei 15.042, mas entram em outros contextos, como no inventário de emissões (Escopo 3) e em parcerias em projetos de descarbonização.
O mercado está cada vez mais regulado e as exigências também se estendem aos fornecedores. É por isso que se intensificam os processos de monitoramento regulatório e due diligence de terceiros, para requisitos ambientais, sociais e de governança.
Na Europa, por exemplo, a due diligence é obrigatória para algumas empresas e a exigência se estende à cadeia de valor. A determinação foi instituída pela Diretiva 2024/1760 e afeta principalmente as grandes corporações, mas há efeitos em todas as outras empresas ligadas a elas.
Due Diligence de fornecedores: o que é e como fazer!
Organizações que não acompanham a tendência passam por problemas a curto e longo prazos, como:
A digitalização dos processos já era uma tendência crescente e foi intensificada com a pandemia da Covid-19.
68% das empresas B2B do Brasil afirmam que hoje estão mais digitais do que eram no início da pandemia
73% passaram a usar mais ferramentas digitais desde o início de 2020.
Digitalizar processos é economizar tempo, dinheiro e recursos naturais!
Os motivos são variados:
No contexto da cadeia de fornecedores, a lógica não seria diferente. É comum, cada vez mais, o uso de plataformas de gestão de requisitos e indicadores ESG de terceiros.
Digitalizar a cadeia significa:
Empresas que ignorar essa transformação e não acompanham as tendências sofrem com:
Guia para mapear os riscos legais da sua empresa!
A adaptação às tendências ESG para a cadeia de produção exige planejamento e direcionamento. Isso inclui uma série de etapas como:
Gestão simplificada de fornecedores é com a Greenlegis! Veja como podemos apoiar sua empresa.
Sistemas de gestão de fornecedores permitem:
Empresas referência no mercado estão priorizando fornecedores que:
O motivo é que isso cria cadeias:
ESG deixou de ser uma pauta interna e passou a ser uma responsabilidade compartilhada com a cadeia de fornecedores.
Com 80–90% dos impactos concentrados na cadeia de valor, não gerenciar fornecedores significa:
A nova agenda empresarial demanda mais governança na cadeia de suprimentos e as empresas que estruturarem essa gestão agora terão vantagem competitiva, segurança jurídica e sustentabilidade real no longo prazo.
Após avaliar mais de 10 ferramentas disponíveis mercado, a ENGIE optou pela plataforma Greenlegis, única que atendia aos critérios técnicos e legais definidos internamente — e que oferecia suporte especializado.
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Redação: Bruna Andrade
Consultora Especialista em Gestão ESG e Cadeia de Suprimentos