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Ilustração futurista de logística e cadeia de suprimentos mostrando vários caminhões vermelhos circulando por uma malha viária estilizada, com pontos e linhas luminosas em azul e vermelho conectando os veículos, simbolizando rastreamento digital, integração de dados e monitoramento em tempo real do transporte de cargas.
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5 tendências ESG para a cadeia de fornecedores

Bruna Andrade
Bruna Andrade
5 tendências ESG para a cadeia de fornecedores
9:28

A maior parte dos impactos ambientais, sociais e de governança de uma empresa não está dentro dos seus muros, mas na sua cadeia de suprimentos. É por isso que não existe ESG consistente sem gestão estruturada da cadeia de fornecedores.

Até 85% dos impactos ambientais, sociais e relacionados à governança (ESG) ocorrem na cadeia de suprimentos, incluindo mais de 90% das emissões associadas ao fornecimento de produtos e serviços de uma empresa.

Fonte: IBM

Isso significa que, se o impacto está nos fornecedores, é por lá que a governança precisa começar.

Confira a seguir um artigo sobre:

  • a importância da gestão de fornecedores para a agenda ESG da sua empresa;
  • a importância de seguir as novas tendências;
  • Como sua empresa pode se adaptar a elas.

1. Gestão de fornecedores como eixo central do ESG

Durante anos, muitas empresas concentraram esforços ESG apenas nas suas operações diretas. Hoje, isso é insuficiente, pois já é sabido que grande parte dos riscos ambientais, sociais e de governança estão na cadeia de produção.

É por isso que, para fechamento de contratos comerciais e parcerias, as corporações estão:

  • avaliando os fornecedores dos parceiros como parte dos critérios ESG formais;
  • levando todas as partes envolvidas na cadeia de produção em consideração nas análises de compliance.

De forma resumida: os fornecedores da sua empresa impactam diretamente nos seus indicadores socioambientais e de governança e por isso contabilizam pontos (negativos e positivos) nos processos de homologação!

A lógica é simples: não gerenciar fornecedores é assumir riscos ESG invisíveis e potencialmente críticos.

2. Rastreamento e transparência deixam de ser opcionais

Outra grande tendência do mercado ESG para a gestão de fornecedores é a obrigatoriedade prática de rastreamento e transparência.

Isso significa não apenas mapear toda a cadeia de fornecimento e identificar riscos socioambientais e de governança associados a ela, mas também dar visibilidade a forma como a sua empresa lida com esses assuntos.

A transparência é um fator fundamental para conferir mais segurança ao fechamento de acordos comerciais, pois revela a maturidade das empresas e capacidade de materializar os compromissos defendidos!

3. Monitoramento de emissões indiretas (Escopo 3)

O Escopo 3 (conceito estabelecido pelo GHG Protocol) envolve emissões indiretas da cadeia de valor, como transporte, matérias-primas e serviços terceirizados.

Investidores e reguladores já tratam essa medição como padrão mínimo para estabelecimento de contratos e acordos. O motivo é simples:

De acordo com o World Resources Institute (WRI), o Escopo 3 pode representar mais de 70% das emissões totais de empresas inseridas em cadeias globais, especialmente nos setores industrial, agroindustrial, logístico, químico, energético e de bens de consumo.

Isso significa que uma indústria que não mede emissões de fornecedores pode ter seu inventário de carbono incompleto, comprometendo metas climáticas e acesso a financiamentos sustentáveis.

Leia mais sobre o Escopo 3 e a cadeia de fornecedores!

No Brasil, as movimentações para a criação de um mercado de carbono estão a todo vapor com a sanção da Lei nº 15.042, que regulamenta o mercado de créditos de carbono.

Os fornecedores não estão expressamente incluídos nas determinações da Lei 15.042, mas entram em outros contextos, como no inventário de emissões (Escopo 3) e em parcerias em projetos de descarbonização.

4. Pressão do mercado e novos marcos regulatórios

O mercado está cada vez mais regulado e as exigências também se estendem aos fornecedores. É por isso que se intensificam os processos de monitoramento regulatório e due diligence de terceiros, para requisitos ambientais, sociais e de governança.

Na Europa, por exemplo, a due diligence é obrigatória para algumas empresas e a exigência se estende à cadeia de valor. A determinação foi instituída pela Diretiva 2024/1760 e afeta principalmente as grandes corporações, mas há efeitos em todas as outras empresas ligadas a elas.

Due Diligence de fornecedores: o que é e como fazer!

Organizações que não acompanham a tendência passam por problemas a curto e longo prazos, como:

  • Exclusão de contratos;
  • Perda de investidores;
  • Dificuldade de acesso a crédito;
  • Danos reputacionais.

5. Digitalização e sistemas de compliance ESG

A digitalização dos processos já era uma tendência crescente e foi intensificada com a pandemia da Covid-19.

68% das empresas B2B do Brasil afirmam que hoje estão mais digitais do que eram no início da pandemia

73% passaram a usar mais ferramentas digitais desde o início de 2020.

Dados da pesquisa sobre a maturidade digital das empresas B2B, feita em parceria entre o Opinion Box a Ploomes.

Digitalizar processos é economizar tempo, dinheiro e recursos naturais!

Os motivos são variados:

  • Rastreabilidade e organização;
  • Atualização em tempo real;
  • Evidências organizadas;
  • Histórico auditável;
  • Otimização de jornadas.

No contexto da cadeia de fornecedores, a lógica não seria diferente. É comum, cada vez mais, o uso de plataformas de gestão de requisitos e indicadores ESG de terceiros.

Digitalizar a cadeia significa:

  • Identificar e reduzir vulnerabilidades;
  • Antecipar e atenuar riscos com mais facilidade;
  • Otimizar rotinas de auditoria;
  • Estruturar governança baseada em dados reais e auditáveis.

Quais os impactos de não seguir as tendências ESG na cadeia?

Empresas que ignorar essa transformação e não acompanham as tendências sofrem com:

  • Riscos jurídicos, como responsabilizações por irregularidades trabalhistas e ambientais na cadeia.
  • Riscos financeiros, como perda de contratos, multas, restrição de crédito e aumento de custo de capital.
  • Riscos reputacionais, como exposições negativas e perda de confiança do mercado.
  • Riscos operacionais, como interrupções na cadeia por fornecedores não sustentáveis ou não conformes.
  • Riscos estratégicos, como desalinhamento com metas climáticas e compromissos públicos.

Guia para mapear os riscos legais da sua empresa!

Como as empresas devem se adaptar às tendências ESG na cadeia de fornecedores

A adaptação às tendências ESG para a cadeia de produção exige planejamento e direcionamento. Isso inclui uma série de etapas como:

1. Mapear a cadeia de suprimentos

  • Identificar todos os fornecedores (especialmente os críticos);
  • Classificar cada fornecedor por risco ESG e ter planos de contenção de danos;
  • Avaliar grau de dependência a cada fornecedor e ter sempre outras opções como plano B.

Gestão simplificada de fornecedores é com a Greenlegis! Veja como podemos apoiar sua empresa.

2. Definir critérios objetivos de avaliação mensuráveis

  • Requisitos ambientais
  • Requisitos trabalhistas
  • Critérios de governança

3. Estruturar processo de homologação ESG

  • Due diligence pré-contratual
  • Questionários padronizados e organizados
  • Coleta de evidências reais e válidas
  • Auditorias periódicas

4. Monitorar continuamente

  • Atualização documental constante
  • Acompanhamento de indicadores de desempenho
  • Planos de ação para contorno de não conformidades
  • Relatórios consolidados frequentes com pontos positivos e negativos

5. Investir em tecnologia

Sistemas de gestão de fornecedores permitem:

  • Centralização de documentos
  • Monitoramento em tempo real
  • Relatórios para auditorias
  • Rastreabilidade histórica
  • Contato com a cadeia de produção

6. Desenvolver fornecedores

  • Programas educativos
  • Treinamentos recorrentes
  • Manuais de boas práticas
  • Apoio técnico

Construindo cadeias éticas, resilientes e alinhadas às metas climáticas

Empresas referência no mercado estão priorizando fornecedores que:

  • Comprovem práticas sustentáveis;
  • Reduzam emissões;
  • Adotem padrões de integridade;
  • Demonstrem conformidade trabalhista.

O motivo é que isso cria cadeias:

  • Mais transparentes;
  • Mais seguras;
  • Mais previsíveis;
  • Mais alinhadas às metas ESG globais.

Conclusão: Não existe ESG sem gestão de fornecedores

ESG deixou de ser uma pauta interna e passou a ser uma responsabilidade compartilhada com a cadeia de fornecedores.

Com 80–90% dos impactos concentrados na cadeia de valor, não gerenciar fornecedores significa:

  • Não controlar riscos;
  • Não medir impacto real;
  • Não sustentar metas climáticas;
  • Não proteger a reputação;
  • Greenwashing;
  • E ainda perder dinheiro.

A nova agenda empresarial demanda mais governança na cadeia de suprimentos e as empresas que estruturarem essa gestão agora terão vantagem competitiva, segurança jurídica e sustentabilidade real no longo prazo.

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Redação: Bruna Andrade

Consultora Especialista em Gestão ESG e Cadeia de Suprimentos 

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