Terceirização e responsabilidade solidária: como a gestão de terceiros protege a segurança jurídica da empresa
A terceirização de serviços é comum no Brasil e muitas empresas a usam para melhorar a eficiência, ter mais especialização técnica e reduzir custos.
No entanto, é importante considerar o risco de responsabilidade solidária e subsidiária nas relações de trabalho, especialmente quando a gestão de fornecedores e trabalhadores terceirizados é fraca ou não existe.
Ignorar esse risco expõe a empresa contratante a passivos trabalhistas, autuações, multas e impactos reputacionais. Por isso, é importante entender:
- como funciona a responsabilização solidária e subsidiária;
- a relação do tema com a terceirização;
- como estruturar um processo eficaz de gestão de terceiros é essencial para garantir segurança jurídica e conformidade legal.
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O que é responsabilidade solidária e subsidiária
Responsabilidade solidária
Ocorre quando duas ou mais empresas respondem conjuntamente pelas obrigações trabalhistas, podendo o trabalhador exigir o cumprimento integral da dívida de qualquer uma delas.
Responsabilidade subsidiária
Acontece quando a empresa tomadora de serviços é chamada a responder após a comprovação de inadimplemento do empregador direto.
Na prática, embora a legislação diferencie esses termos, a jurisprudência trabalhista é clara: a empresa contratante não está isenta de responsabilidade quando se beneficia da mão de obra terceirizada e falha na fiscalização do contrato.
Esse entendimento se consolidou justamente para coibir terceirizações irregulares e proteger os direitos dos trabalhadores.
Qual a relação entre terceirização e responsabilidade solidária
A terceirização transfere a execução da atividade para uma empresa prestadora, mas não transfere integralmente os riscos jurídicos. A tomadora de serviços continua tendo o dever de diligência sobre:
- regularidade trabalhista da contratada;
- cumprimento de obrigações legais e normativas;
- condições de saúde e segurança do trabalho;
- pagamentos de salários, FGTS e encargos sociais.
Quando não há controle, monitoramento ou evidências dessa fiscalização, a Justiça do Trabalho tende a reconhecer a responsabilidade da empresa contratante, ainda que ela não seja a empregadora direta.
Em outras palavras: terceirizar sem gerir é assumir risco jurídico elevado.
Gestão de conformidade de trabalhadores: o que sua empresa precisa saber!
Os impactos da falta de gestão de fornecedores e terceiros
Empresas que não estruturam um processo de gestão de terceiros estão mais expostas a riscos como:
Passivos trabalhistas inesperados
Ações judiciais envolvendo salários, verbas rescisórias, horas extras, adicionais e encargos podem recair sobre a tomadora de serviços.
Multas e autos de infração
Órgãos fiscalizadores podem autuar a empresa contratante por falhas na fiscalização, especialmente em contratos contínuos.
Riscos à saúde e segurança do trabalho
Irregularidades em treinamentos, EPIs, exames ocupacionais e gestão de riscos afetam diretamente a empresa tomadora.
Danos reputacionais e ESG
A gestão inadequada de terceiros vai além dos riscos jurídicos imediatos e atinge diretamente a agenda ESG (Environmental, Social and Governance) das organizações.
A integração entre gestão de terceiros e estratégia ESG não é mais opcional: é uma questão de sustentabilidade do negócio e competitividade de mercado.
Empresas que negligenciam essa conexão enfrentam não apenas riscos jurídicos, mas também exclusão de mercados, perda de valor de marca e dificuldades de crescimento.
Principais pontos de atenção na terceirização
Para reduzir riscos de responsabilização solidária ou subsidiária, alguns pontos são críticos:
- Due diligence prévia da empresa contratada, avaliando regularidade jurídica, fiscal e trabalhista;
- Formalização adequada dos contratos, com cláusulas claras de obrigações legais;
- Fiscalização contínua, e não apenas documental no início do contrato;
- Rastreabilidade das evidências, como comprovantes de pagamento, FGTS, treinamentos e exames;
- Gestão integrada de fornecedores e trabalhadores terceiros, evitando controles manuais e dispersos.
Esses pontos não são apenas boas práticas: eles são frequentemente analisados em auditorias, fiscalizações e processos judiciais.
Como ficar em dia com a legislação e reduzir riscos jurídicos
A chave para a conformidade está na gestão ativa da cadeia de terceiros. Isso envolve transformar a fiscalização em um processo estruturado, contínuo e documentado.
Empresas mais maduras juridicamente já adotam soluções tecnológicas para:
- centralizar documentos trabalhistas e legais;
- automatizar alertas de vencimentos e pendências;
- monitorar conformidade por fornecedor, trabalhador e contrato;
- gerar evidências auditáveis de fiscalização;
- apoiar decisões estratégicas com indicadores de risco.
Nesse contexto, ferramentas especializadas em gestão de fornecedores e terceiros deixam de ser um diferencial e passam a ser um instrumento de proteção jurídica.
O papel da tecnologia na gestão de fornecedores
Diante desses desafios, muitas empresas têm buscado soluções tecnológicas especializadas. Nesse contexto, A Greenlegis oferece uma solução completa para a gestão de fornecedores e trabalhadores (diretos ou de terceiros), permitindo que a empresa contratante tenha controle, rastreabilidade e visibilidade sobre toda a sua cadeia de produção.
Com a ferramenta de gestão de fornecedores da Greenlegis, é possível:
- estruturar processos de homologação e acompanhamento;
- garantir o cumprimento de requisitos trabalhistas, legais e normativos;
- gerar relatórios de Due Dilligence dos forenecedores;
- reduzir riscos de responsabilização solidária e subsidiária;
- fortalecer a governança e a segurança jurídica da empresa.
Tudo isso de forma integrada, auditável e alinhada às exigências legais e às boas práticas de compliance.
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Conclusão
A terceirização não elimina responsabilidades! Empresas que compreendem isso investem em processos e tecnologia para garantir que a gestão de terceiros seja feita de forma estruturada, contínua e juridicamente segura.
Entender a responsabilidade solidária, seus impactos e a importância da fiscalização não é apenas uma obrigação legal, mas uma decisão estratégica para proteger o negócio, a reputação e a sustentabilidade da empresa.
Reduza riscos e fortaleça sua segurança jurídica com a tecnologia da Greenlegis!
Redação: Ricardo Cardoso - Consultor Jurídico
OAB/MG 97.764