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title: Como elaborar um Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) efetivo
description: Confira um passo a passo de como elaborar um Plano de Gerenciamento de Riscos (PGO) efetivo, de acordo com as normas da NR-1 atualizada.
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![Pessoa em um ambiente de trabalho com um lápis na mãe e mexendo no nootebook, que está sobre a mesa. Um capacete de proteção laranja também está na mesa, ao lado do nootebook.](https://blog.greenlegis.com.br/hs-fs/hubfs/Imported_Blog_Media/homem-com-lapis-e-computador-escrevendo-um-plano-de-acao.jpg?width=800&height=533&name=homem-com-lapis-e-computador-escrevendo-um-plano-de-acao.jpg)

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# Como elaborar um Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) efetivo

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 Greenlegis

4 de Agosto de 2025

Como elaborar um Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) efetivo

18:46

O [**Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)**](https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/pgr) é uma ferramenta fundamental para estruturar a gestão preventiva de riscos ocupacionais nas organizações, por isso deve ser elaborado e implementado corretamente.

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O PGR é composto por um **Plano de Ação** (documento que tem por objetivo propor ações e medidas de prevenção, controle e combate aos riscos ocupacionais) e um **Inventário de Riscos** (documento onde estão catalogados os perigos e as avaliações dos respectivos riscos).     

No Brasil, o número de acidentes de trabalho ainda é expressivo, o que gera perdas humanas, operacionais e financeiras - e reforça a relevância do PGR.

> **Só em 2024, o Brasil registrou um total de 724.228 acidentes de trabalho.** 
> 
> [Dados do Ministério do Trabalho.](https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2025/abril/brasil-registra-maioria-dos-acidentes-de-trabalho-com-afastamentos-curtos) 

O PGR contribui diretamente para a **prevenção de acidentes e doenças ocupacionais**, **reduz custos** **com afastamentos**,** fortalece a cultura de segurança **e confere uma** maior previsibilidade na operação** do negócio. 

Cuidar da saúde e da segurança dos trabalhadores não é apenas requisito obrigatório para a conformidade legal, mas também ocupa um lugar estratégico de sustentabilidade e competitividade nas empresas. 

## O que é o PGR? 

O **Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)** é um dos principais instrumentos de gestão em segurança e saúde no trabalho no Brasil. Ele é previsto na **Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1)****, que fornece justamente as diretrizes para o gerenciamento de riscos ocupacionais**.  

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O PGR nasceu para substituir antigos programas engessados de prevenção e consolidar — em um único documento— todas as informações necessárias para que as empresas **identifiquem**, **avaliem**, **controlem **e **monitorem **os riscos ocupacionais aos quais seus trabalhadores estão expostos. 

De acordo com a **NR-1**, o PGR é formado, **obrigatoriamente**, por dois documentos centrais: o Inventário de Riscos e o Plano de Ação. 

## Inventário de riscos ocupacionais do PGR 

O Inventário de Riscos (previsto no item 1.5.7.3 da NR-1) é o documento onde **devem constar — detalhadamente — todos os perigos existentes nas atividades e nos ambientes de trabalho de uma empresa**: 

- agentes de risco (físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes); 
- intensidade ou concentração das exposições; 
- grupos de trabalhadores afetados; 
- controles já existentes.  

O Inventário também deve avaliar e classificar os riscos quanto a sua **severidade e probabilidade de ocorrência**, estabelecendo uma **ordem de prioridade para atuação**. 

A avaliação dos riscos é uma ferramenta dinâmica de gestão e deve ser executada constantemente, de acordo com: 

- mudanças nos processos; 
- adoção de novas tecnologias; 
- ocorrência de acidentes; 
- alterações na legislação. 

## Plano de ação do PGR

O Plano de Ação (previsto no item 1.5.5.2 da NR-1) é estruturado a partir do Inventário de Riscos e define: 

- medidas de prevenção; 
- responsável(is) pela implementação; 
- Prazos para cumprimento das medidas de prevenção; 
- Recursos necessários.  

O Plano deve prever não apenas correções imediatas, mas também estratégias de médio e longo prazo, sempre com **critérios de monitoramento** e **verificação de eficácia**. 

## Elementos complementares do PGR 

O PGR também pode incluir elementos complementares, como: 

- registros de treinamentos; 
- resultados de auditorias internas; 
- relatórios de percepção de risco pelos trabalhadores (com participação da CIPA e do SESMT); 
- indicadores de desempenho em saúde e segurança.   

## Qual a diferença entre GRO e PGR? 

Embora muitas vezes usados como sinônimos, o GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais) e o PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) **não são a mesma coisa**.  

O **GRO é o Sistema de Gestão.** Por meio dele, são definidas as etapas, diretrizes e responsabilidades para que a empresa identifique, avalie, controle e monitore os riscos ocupacionais. O PGR é a **parte viva do processo de gerenciamento **e deve estar inserido no dia a dia e na cultura das organizações.  

O **PGR** é a** materialização documental do GRO**. Ele registra todas as informações obtidas no processo de gestão de riscos (principalmente por meio do Inventário de Riscos Ocupacionais e do Plano de Ação).  

![A imagem apresenta um fluxograma comparativo entre macroprocessos e documentos relacionados à gestão de riscos ocupacionais.  No lado esquerdo, em roxo, está o título Macroprocessos, com o destaque para GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais), seguido das etapas: Identificação de Perigos, Avaliação de Riscos e Controle dos Riscos.  No lado direito, em verde, está o título Documentos, com o destaque para PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos), que se desdobra em dois componentes: Inventário de Riscos e Plano de Ação.  Setas conectam os macroprocessos aos documentos, indicando que as etapas do GRO resultam na elaboração do PGR e seus desdobramentos.  O fundo da imagem é claro, com um padrão circular em marca d’água.](https://blog.greenlegis.com.br/hs-fs/hubfs/image-1-1024x623.png?width=1024&height=623&name=image-1-1024x623.png)

Fonte: Site do Ministério do Trabalho

## Quem deve elaborar e implementar o PGR? 

A responsabilidade pela elaboração e implementação do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) é, em primeiro lugar, do **empregador **(a empresa), que deve: 

- garantir que exista um sistema efetivo de gerenciamento de riscos; 
- disponibilizar recursos necessários; 
- assegurar que os trabalhadores atuem em condições seguras e saudáveis. 

A construção do PGR não pode ser realizada de forma isolada e depende da integração dos processos e demais “atores” da organização, como: 

- **SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho)**: é a equipe de profissionais de saúde e segurança do trabalho obrigatória nas empresas. O SESMT foi instituído pela [NR-4](https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-4-nr-4) e estabelece que empresas que se enquadram em determinados graus de risco e quantidade de empregados devem manter profissionais especializados em saúde e segurança no trabalho. As organizações com a obrigatoriedade de instituir o SESMT devem incluí-lo nos processos do PGR.  
- **CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes):** regulamentada pela [NR-5](https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-5-nr-5), possui papel consultivo. Sua principal contribuição está na percepção dos riscos, trazendo para o PGR a visão prática dos trabalhadores que vivenciam o dia a dia das atividades. A CIPA ajuda a identificar perigos, propor melhorias e acompanhar a efetividade das ações previstas no Plano de Ação. 
- **Alta gestão**: é composta pelos diretores e gestores das organizações, que devem assumir a responsabilidade pela priorização de recursos, pelo estabelecimento de políticas claras de segurança e saúde e pelo reforço à importância do PGR na cultura organizacional. Sem o engajamento da liderança, o Programa tende a se tornar apenas um documento formal, sem impacto real. 
- **Trabalhadores em geral**: são todos os funcionários, que convivem diretamente com os riscos e que podem contribuir com informações valiosas para a identificação de perigos, a avaliação da eficácia das medidas de controle e a proposição de melhorias. A adesão dos trabalhadores ao cumprimento das orientações de segurança é fundamental para que a efetividade do PGR. 

## Passo a passo para elaborar um PGR  

Não há uma estrutura ou um formato específico estipulado pela legislação, mas, a partir das diretrizes apontadas pela NR-1, é possível elencar alguns **aspectos importantes para a elaboração do PGR. ** 

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### Passo 1 - Levantamento e mapeamento de processos e ambientes 

Antes de tudo, é importante **formalizar o compromisso da direção executiva da empresa** com o Programa, **nomeando responsáveis** e **delimitando aplicações do PGR **(unidades, áreas, turnos e atividades, inclusive de terceiros). 

A partir disso, é necessário reunir — previamente — **o maior número de informações possível **(ocorrência de acidentes ou quase-acidentes, laudos, inspeções, PCMSO) e estabelecer **critérios de prioridade** para guiar as decisões do Programa de Gerenciamento de Risco.  

Esta etapa consiste em um “raio-X” do negócio: descreva processos, atividades e tarefas, indicando *onde*, *quem* e *com que* se trabalha. 

### Passo 2 - Identificação de perigos e avaliação de riscos 

Os riscos identificados no levantamento devem ser categorizados, como, por exemplo, em: 

- **físicos** (ruído, vibração, calor, radiações); 
- **químicos **(poeiras, vapores); 
- **biológicos **(agropecuária, saneamento); 
- **ergonômicos **(posturas, força, repetitividade, organização do trabalho); 
- **de acidentes **(energias perigosas, altura, máquinas).  

Uma vez levantados e identificados, os riscos devem ser avaliados **qualitativa e quantitativamente,** para a definição da **hierarquia de risco** e identificação da **população exposta a eles.**  

### Passo 3 - Construção do Inventário de Riscos 

A conclusão dos processos anteriores deve ser consolidada no **Inventário de Riscos**, documento que subsidia a gestão do gerenciamento de riscos. Ele deve ser **revisado constantemente **e seu histórico de alterações deve ser **mantido por um período mínimo de 20 anos**.  

Veja o que o Inventário de Riscos deve conter, segundo a NR-1: 

> *1.5.7.3.2 O Inventário de Riscos Ocupacionais deve contemplar, no mínimo, as seguintes informações: *
> 
> *a) caracterização dos processos e ambientes de trabalho; *
> 
> ***b) caracterização das atividades; *
> 
> ***c) descrição de perigos e de possíveis lesões ou agravos à saúde dos trabalhadores, com a identificação das fontes ou circunstâncias, descrição de riscos gerados pelos perigos, com a indicação dos grupos de trabalhadores sujeitos a esses riscos, e descrição de medidas de prevenção implementadas; *
> 
> ***d) dados da análise preliminar ou do monitoramento das exposições a agentes físicos, químicos e biológicos e os resultados da avaliação de ergonomia nos termos da NR-17. *
> 
> ***e) avaliação dos riscos, incluindo a classificação para fins de elaboração do plano de ação; e *
> 
> ***f) critérios adotados para avaliação dos riscos e tomada de decisão. *

**IMPORTANTE**: o Inventário de Riscos deve levar em consideração a percepção prática dos trabalhadores, que devem ser comunicados sobre os aspectos consolidados no documento: 

> *1.5.3.3 A organização deve adotar mecanismos para:*
> 
> *a) consultar os trabalhadores quanto à percepção de riscos ocupacionais, podendo para este fim ser adotadas as manifestações da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio - CIPA, quando houver; e (alterada pela Portaria MTP nº 4.219, de 20 de dezembro de 2022)*

### Passo 4 - Elaboração do Plano de Ação 

A partir do Inventário de Riscos, é necessário elaborar um plano de ação que indique, de forma estruturada, as **medidas de prevenção a serem tomadas, aprimoradas ou mantidas** (caso já haja alguma).  

Para que a eficácia de cada medida possa ser comprovada, o Plano de Ação deve conter: 

- um cronograma de execução; 
- as formas de acompanhamento utilizadas; 
- os critérios de aferição de resultados. 

O item 1.5.5.3 da NR-1 reforça que a** implementação das medidas do Plano de Ação deve ser registrada**. O desempenho delas também deve ser acompanhado de forma sistemática, contemplando:  

- a verificação de que as ações previstas estão realmente sendo executadas;  
- inspeções periódicas dos locais e equipamentos de trabalho;  
- o monitoramento das condições ambientais, incluindo a exposição a agentes nocivos, sempre que aplicável. 

O subitem 1.5.5.3.2.1 da NR-1 determina que, caso alguma medida de prevenção não esteja funcionando como planejado, correções imediatas deverão ser realizadas.  

### Passo 5: Implantação e monitoramento contínuo 

A fase de implantação e acompanhamento é o momento em que o PGR sai do papel. Nesta etapa, as medidas de prevenção planejadas são **efetivamente aplicadas, acompanhadas e ajustadas de acordo com os resultados obtidos**. 

## Como utilizar a metodologia PDCA na criação do Plano de Ação do PGR 

O **PDCA **(Plan, Do, Check, Action) é uma metodologia de melhoria contínua comumente utilizada para estruturação do Plano de Ação do PGR. 

Ele é composto um processo cíclico de **planejamento **(*plan*), **execução **(*do*), **checagem **(*check*) e **ação **(*action*), baseado em evidências, revisões periódicas e correção de desvios sempre que necessário. 

![A imagem apresenta o ciclo PDCA em formato circular, dividido em quatro etapas representadas por cores diferentes: Plan (planejar) em amarelo, Do (executar) em verde, Check (verificar) em azul e Act (agir) em vermelho. No centro está a sigla PDCA, acompanhada de uma seta preta em sentido horário que reforça a ideia de processo contínuo e cíclico para melhoria e gestão.](https://blog.greenlegis.com.br/hs-fs/hubfs/image-1024x440.png?width=880&height=378&name=image-1024x440.png)

### P – Planejar (Plan)  

Primeiro, é preciso **identificar e mapear todo o cenário da empresa** e, a partir disso, **definir objetivos** — realistas e acessíveis —, **o que deve ser solucionado** e **estabelecer prioridades**.   

Com isso, são criadas as **tarefas para alcançar os objetivos** traçados, estabelecendo **prazos e competências**.   

A ferramenta **5W2H **direciona, rastreia e otimiza o planejamento por meio de algumas perguntas chave.  

- **What? (O que?)** - O que precisa ser feito?  
- **Why? (Por quê?)** - Qual motivo da ação e por que necessita de planejamento? 
- **Where? (Onde?)** - Onde será cada ação?  
- **When? (Quando?) **- Quais os prazos de início e fim da implantação do que foi planejado?  
- **Who? (Quem?)** - Quem será o profissional responsável por implantar a ação e cuidar de seus prazos? 
- **How? (Como?)** - Como o profissional responsável irá executar a ação? Ex: treinamentos, palestras, informativos.  
- **How much? (Quanto?)** - Qual será o custo da implantação do Plano de Ação? 

### D - Execução (Do) 

O próximo passo é **testar o planejamento em menor escala**, de forma controlada, e, durante a execução: 

- monitorar processos; 
- observar resultados; 
- coletar — e documentar — informações positivas e negativas.   

### C - Checagem (Check) 

Nesta etapa, são analisados os resultados do plano de ação que foi implementado anteriormente. Isso permite a **revisão do planejamento e dos objetivos**, a **definição do que pode ser melhorado** e o que **funcionou — ou não**.  

As avaliações feitas neste estágio permitem que **novas e melhores** decisões sejam tomadas.   

Esse acompanhamento deve ser feito com base em: 

- **Indicadores de processo (leading indicators) -** permitem enxergar se a empresa está cumprindo as etapas preventivas.    
  **Exemplos**: percentual de ações concluídas dentro do prazo, quantidade de inspeções realizadas, participação nos treinamentos, observações seguras registradas, quase-acidentes reportados e tratados. 
- **Indicadores de resultado (lagging indicators) - **apontam os efeitos concretos do gerenciamento de riscos.   
  **Exemplo**: taxa de acidentes e doenças ocupacionais, gravidade das ocorrências, dias de afastamento por motivo de saúde e reincidência de desvios críticos. 

A checagem deve incluir **auditorias internas** por amostragem e inspeções programadas dos locais e equipamentos de trabalho. Esses mecanismos permitem confirmar se as medidas de prevenção foram implementadas conforme o planejado e se permanecem eficazes ao longo do tempo. 

### A - Ação (Action) 

Com o plano testado, analisado e corrigido, é **possível implementá-lo integralmente.** 

Se durante a execução forem observados erros ou oportunidades de melhoria, não há problemas. O PDCA é um processo cíclico e, a cada repetição, pode-se encontrar novos resultados e, consequentemente, novas soluções.  

O mais importante é que os **ajustes sejam documentados e incorporados** de forma sistemática, transformando a gestão em um processo dinâmico de melhoria contínua. 

## Erros comuns que devem ser evitados no PGR  

Apesar de ser uma exigência legal clara, muitas empresas ainda cometem erros que comprometem a efetividade do PGR.  

O primeiro equívoco é **tratar o programa como mera formalidade**, elaborando documentos apenas para satisfazer a fiscalização, sem integração real à rotina de trabalho. Essa prática torna o PGR um arquivo morto, incapaz de prevenir acidentes ou orientar melhorias. 

Outro erro frequente é a **falta de atualização (que é prevista pela NR-1)**. O PGR deve ser dinâmico e acompanhar mudanças em processos, layout, tecnologias, substâncias utilizadas e até no perfil de trabalhadores.

Quando não há revisão periódica, **o inventário de riscos perde validade** e o plano de ação deixa de refletir a realidade da empresa, aumentando o **risco de não conformidades e acidentes**. 

Por fim, muitas organizações falham ao **não monitorar a eficácia das medidas implantadas**. Instalar um equipamento de proteção, oferecer um treinamento ou implementar um procedimento só é eficaz se houver acompanhamento contínuo, indicadores de desempenho e ajustes sempre que necessário. Sem essa etapa, o ciclo de melhoria contínua se rompe e o PGR deixa de ser um instrumento vivo. 

## Os benefícios de um PGR bem estruturado 

Quando elaborado de forma completa e atualizado regularmente, o PGR deixa de ser apenas uma exigência legal e se torna um **pilar estratégico para a empresa, **com muitos benefícios associados: 

- **Qualidade de vida no trabalho**: o PGR impacta diretamente na melhoria das condições de trabalho e, consecutivamente, na qualidade de vida dos funcionários, que têm mais segurança para executar suas funções. 
- **Redução de custos**: menos acidentes e doenças ocupacionais significam menores gastos com afastamentos, indenizações, processos trabalhistas e contribuições adicionais ao INSS. 
- **Aumento da produtividade e do engajamento**: ambientes mais seguros geram confiança nos trabalhadores, reduzem o absenteísmo e elevam a motivação da equipe. 
- **Segurança jurídica**: diminui o risco de autuações, multas, interdições e processos, garantindo maior conformidade com a legislação. 
- **Reputação e competitividade**: empresas que demonstram maturidade em saúde e segurança são mais valorizadas por clientes, investidores e parceiros, conquistando vantagem competitiva no mercado. 
- **Sustentabilidade do negócio**: o PGR funciona como um investimento em longo prazo, protegendo vidas, evitando perdas financeiras e fortalecendo a perenidade da operação. 

## Conclusão 

O **Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)** deve ser entendido não apenas como uma exigência normativa, mas como uma ferramenta dinâmica e estratégica de gestão em saúde e segurança do trabalho. 

Mais do que documentos, o PGR representa uma cultura de prevenção que precisa envolver a alta direção, gestores, técnicos, trabalhadores e seus representantes. É pela participação coletiva e pela adoção da melhoria contínua que o programa se fortalece, garantindo ambientes mais seguros, redução de passivos e sustentabilidade para o negócio no longo prazo. 

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