Entenda como a ABNT NBR 20250:2026 transforma a sustentabilidade em requisito verificável e impacta fornecedores, contratos e governança empresarial.
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), em articulação com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), lançou em 2026 uma norma que estabelece diretrizes gerais de sustentabilidade.
A ABNT NBR 20250:2026 estabelece critérios verificáveis de sustentabilidade para produtos e serviços. Ela avalia impactos ambientais, sociais e econômicos ao longo do ciclo de vida, permitindo certificações como o Selo Verde Brasil e reduzindo alegações ambientais sem comprovação.
Durante anos, a avaliação de maturidade organizacional esteve associada à presença de políticas internas, relatórios periódicos e certificações sistêmicas.
Esses instrumentos contribuíram para organizar práticas de governança, mas não atendiam a agenda ESG de forma estruturada e em prática concreta, direcionando empresas para uma gestão com critérios claros e decisões orientadas por impacto.
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A norma exige que a sustentabilidade seja demonstrada com dados rastreáveis e auditáveis. Relatórios institucionais deixam de ser suficientes: a avaliação passa a considerar fornecedores, uso do produto e descarte, integrando sustentabilidade à operação.
Historicamente, a sustentabilidade permaneceu concentrada em relatórios corporativos e compromissos institucionais, com vínculo indireto à operação cotidiana.
Áreas comerciais destacavam atributos ambientais para viabilizar contratos, enquanto jurídico e compliance enfrentavam dificuldade para validar alegações pela ausência de evidências auditáveis.
A ABNT NBR 20250 adota abordagem baseada no ciclo de vida do produto ESG, incorporando origem de insumos, utilização e destinação final na análise de impacto.
A norma avalia a sustentabilidade alinhada em três eixos ESG (Environmental, Social and Governance):
O que a norma acrescenta ao debate:
Se você deseja aprofundar o entendimento sobre os fundamentos do ESG e sua aplicação nas organizações, recomendamos a leitura do artigo “O que é ESG e por que ele é importante para sua empresa” no blog da Greenlegis.
Greenwashing empresarial é a prática de atribuir ao produto, ao serviço ou à marca uma imagem de sustentabilidade que não se sustenta em evidências proporcionais ao que está sendo comunicado.
Não se resume a “mentir” de forma explícita, na maior parte dos casos, ocorre por exagero, omissão, ambiguidade ou uso indevido de selos e termos ambientais, criando no público a percepção de um benefício socioambiental superior ao real.
O greenwashing também aparece em propostas comerciais e processos de homologação, quando a empresa apresenta compromissos genéricos (“somos verdes”, “carbono neutro”, “produto sustentável”) sem detalhar critérios, metodologia, recorte, base de cálculo, período de referência e fontes.
Isso fragiliza contratos, auditorias e due diligence, porque sustentabilidade vira argumento sem lastro documental.
Alguns padrões se repetem com frequência:
O ponto crítico é que greenwashing raramente é um problema apenas de marketing. Ele costuma revelar falhas de governança: ausência de processo para validar alegações, dados descentralizados, falta de critérios internos, cadeia de fornecedores sem diligência e registros não auditáveis.
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A ausência de alinhamento à sustentabilidade em produtos e serviços produz riscos e consequências relevantes. O greenwashing se transformou em risco corporativo por três razões principais:
Uma alegação sustentável robusta costuma ter cinco elementos:
É exatamente aqui que normas como a ABNT NBR 20250:2026 ganham relevância: elas fortalecem o mercado com critérios verificáveis, reduzindo ambiguidade e elevando o padrão de prova.
A adequação envolve diagnóstico de requisitos, análise do ciclo de vida do produto, avaliação de fornecedores e registro de evidências auditáveis. A organização precisa integrar áreas técnicas, jurídicas e de sustentabilidade para demonstrar conformidade contínua.
Se você é o responsável por guiar a empresa nessa transição, o primeiro passo é adquirir a norma no catálogo da ABNT e realizar o diagnóstico interno usando a matriz de verificação.
A implementação exige integração entre áreas e organização de dados confiáveis.
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Etapa |
Ação operacional |
Área envolvida |
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Gap analysis |
Comparar requisitos da norma com processos existentes |
ESG / Qualidade |
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Inventário de ciclo de vida |
Mapear entradas, emissões e resíduos |
Engenharia / Meio Ambiente |
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Avaliação de fornecedores |
Verificar requisitos sociais e ambientais |
Suprimentos / Compliance |
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Validação de evidências |
Garantir auditabilidade |
Jurídico / Qualidade |
A aplicação da ABNT NBR 20250:2026 depende de controle contínuo de informações, sua implementação sem suporte tecnológico pode dificultar a comprovação e aumentar as inconsistências e erros humanos. A norma exige o monitoramento de centenas de requisitos legais e técnicos que se cruzam.
Através do software de gestão de requisitos legais, fornecedores e trabalhadores as organizações conseguem:
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Como vimos, os riscos sociais e ambientais já dominam as agendas globais e, agora, têm impacto direto na capacidade de uma empresa participar de licitações ou acessar mercados externos.
A publicação da ABNT NBR 20250:2026 orienta a avaliação da sustentabilidade por evidências verificáveis. A organização passa a ser analisada pela coerência entre decisão e impacto gerado.
Para o gestor que lida com as pressões de conformidade e a necessidade de diferenciação competitiva, a norma oferece o que faltava: um roteiro técnico de segurança.
Ao integrar as dimensões ambiental, social e econômica sob uma metodologia de ciclo de vida, as empresas finalmente possuem as ferramentas para mitigar riscos reputacionais e jurídicos de forma sistêmica.
Soluções que utilizam a ajuda da tecnologia garantem que esse caminho de adequação não seja um fardo burocrático, mas um processo fluido, digital e, acima de tudo, seguro.
Ao transformar requisitos legais em inteligência de gestão, sua empresa não apenas cumpre uma norma, mas assume o protagonismo na economia verde de 2026.
A sustentabilidade real exige método, dados, acompanhamento permanente e ação imediata. O padrão está definido; o próximo passo depende da sua capacidade de implementação.
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